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viola é um instrumento bem menor que o violão, com a cintura mais
acentuada, e encordoado de maneira diferente. Ela possui dez cordas,
agrupadas duas a duas, sendo algumas de aço e outras, revestidas
de metal. A disposição das cordas, começando de baixo para cima
é: os dois primeiros pares afinados em uníssono; e os demais, afinados
em oitavas. Os nomes dados as cordas são de origem portuguesa, existindo,
no entanto, muita contradição nas informações prestadas pelos violeiros,
ou seja, a mesma corda recebendo vários nomes diferentes. Alguns
violeiros concordam em geral com os seguintes nomes: prima e contra
Prima ou primas - requinta e contra-requinta ou segundas - turina
e contra-turina - toeira e contra-toeira - canotilho e contra-canotilho.
Para o terceiro par encontramos ainda o nome verdegal, quando é
usada linha de pesca no lugar da corda de aço. As violas, geralmente,
são feitas artesanalmente, e o tempo mínimo para se fazer uma viola
é de dez dias. 0 conhecido artesão Zé Côco do Riachão, um dos raros
"fabricadores" de violas e rabecas, utiliza uma cola feita de banana
do mato, também conhecida por sumaré. No tampo, ele usa a madeira
emburana de espinho; o braço é feito de cedro; o espelho, cravelhas
e ornamentos de caviúna (candeia); e a lateral feita de pinho. Entretanto,
na maioria das violas encontradas, a madeira utilizada para o tampo,
foi o pinho que, de acordo com os violeiros, é a de melhor sonoridade.
0 violeiro costuma dar à viola, os mais variados nomes, assim temos
a viola caipira, a viola cabocla, a viola sertaneja, a viola de
pinho, a viola de dez cordas, todas se referindo ao mesmo instrumento.
A viola com dez trastos é denominada também de meia-regra, e a com
trastos até na boca, de regra-inteira. No litoral paulista, foram
encontradas, violas com sete cordas, (dois pares e três singelas),
nove cordas (quatro pares e uma singela), e dez cordas (cinco pares),
todas mantendo as cinco ordens de cordas. É interessante observar
que, numa das afinações da viola de sete cordas, o quinto par foi
afinado em intervalo de quinta, e o quarto, em uníssono.
Pesquisa
feita por Kilza Stti, no iníccio dos anos sessenta no litoral
norte do Estado de São Paulo.
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